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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ácaro


Ácaro


Como ler uma caixa taxonómicaÁcaro
Uma eletromicrografia de um ácaro (Aceria anthocoptes). A barra branca tem 30 µm.
Uma eletromicrografia de um ácaro (Aceria anthocoptes). A barra branca tem 30 µm.
Classificação científica
Domínio:Eukariota
Reino:Animal
Subreino:Metazoa
Filo:Arthropoda
Subfilo:Chelicerata
Classe:Arachnida
Subclasse:Acarina

Ordens
Ácaro é a designação comum a algumas espécies (excluindo os carrapatos que compõem a ordem Ixodida) de artrópodes da subclasseAcarina(=Acari), pertencentes à classe dos aracnídeos, subclasse à qual pertencem mais de 30.000 espécies conhecidas, apesar de possivelmente existirem muitas outras não classificadas. Os ácaros do pó domiciliar são visíveis apenas ao microscópico e medem entre 200 e 500 micrômetros. Contudo, além dos ácaros terrestres, há ainda os aquáticos, inclusive marinhos. São em sua maioria predadores, mas há os fitófagos, detritífagos e os parasitas. Na subclasse Acarina estão ainda os carrapatos ou carraças. Entre os ácaros parasitas do homem, existem os que atingem os folículos pilosos e glândulas sebáceas, como Demodex folliculorum, que provoca a formação de cravos [carece de fontes], e parasitas cutâneos, como Sarcoptes scabiei, o causador da sarna humana (escabiose). Este forma túneis na epiderme e libera secreções que provocam forte irritação. A deposição contínua de ovos nos túneis garante a perpetuação da infestação. O contato com áreas infestadas da pele pode transmitir o ácaro para outro hospedeiro.

Habitat e reprodução

Nas habitações os ácaros alimentam-se de escamas de nícolas (pele descamada) de pele humana e de animais. Por dia, o homem perde cerca de 1g destes pedaços de pele. Os ácaros abundam nos colchões, mantas de lã, almofadas de penas, tapetes, alcatifas, sofás e bonecos de pelúcia, desenvolvendo-se em condições ótimas de umidade superior à média de 70% a 80% e de temperatura superior a 20 °C. Em altitudes superiores a 1200 metros, os ácaros deixam de ter boas condições de vida. Por este motivo, a estadia em regiões montanhosas pode conduzir ao alívio de certas alergias. Vivem 2 a 3 meses, durante os quais acasalam 1 a 2 vezes, dando origem a uma postura de 20 ovos a 50 ovos. O período mais propício para o acasalamento é a Primavera e o Outono. No Brasil, os ácaros são os principais responsáveis por quadros de alergia respiratória como rinite alérgica e asma. As principais espécies relacionadas a esses casos são o Dermatophagoidespteronyssinus, D. farinae, Euroglyphus maynei e Blomia tropicalis.

Alergologia

Os excrementos dos ácaros e os ácaros mortos dispersam-se em poeira fina, sendo inalados e podendo provocar alergias.
Os alergénios dos ácaros são bem conhecidos. Os antigénios principais são Der p1 (D. pteronyssinus), Der f1 (D. farinae) e Eur m1 (E. maynei).
Para que se dê a sensibilização aos ácaros é necessária uma taxa de antigénio Der p1 superior ou igual a 2 micra por grama de pó domiciliar. Calcula-se que a prevalência da sensibilização aos ácaros na população geral seja de cerca de 10 a 20%. São os responsáveis pela maioria dos casos de rinite e asma alérgica perene, tendo também um papel importante na dermatite atópica. Já foram descritos casos raros de anafilaxia após ingestão de alimentos contaminados por grandes quantidades de D. farinae (farinha, pizzas, peixe elegumes, entre outros).

Prevenção

As medidas preventivas de evicção para os ácaros domiciliares reduzem os sintomas clínicos e são o primeiro passo no tratamento de doentes alérgicos aos ácaros. Destas medidas fazem parte:
  • arejamento diário dos quartos;
  • exposição ao ar e ao sol dos colchões, edredons e almofadas;
  • lavagem frequente a 60 °C dos colchões, edredons e almofadas;
  • aspiração regular e frequente dos colchões e tapetes com aspiradores munidos de filtros HEPA;
  • tratamento de colchões e tapetes com acaricidas;
  • utilização de coberturas antiácaros nos colchões, travesseiros, edredons e almofadas;
  • evicção de animais domésticos;
  • remoção de alcatifas (carpetes);
  • lavagem semanal dos bonecos de pelúcia;
  • manutenção de uma atmosfera seca no interior das habitações (umidade relativa a 50 a 60 % e temperatura entre 18 e 20 °C);
  • controle das medidas de evicção com o Acarext test (R), o qual estima o número de ácaros existentes.
Não está demonstrada a eficácia dos ionizadores e purificadores de ar, nem da ventilação mecânica.
A imunoterapia específica ou dessensibilização a alérgenos ('vacinas') está indicada nos doentes sensibilizados quando os sintomas clínicos não são controlados com a evicção e com o tratamento farmacológico dos sintomas.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira


Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira

Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira
Lasiodora parahybana
Lasiodora parahybana
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Arthropoda
Classe:Arachnida
Ordem:Araneae
Família:Theraphosidae
Género:Lasiodora
Espécie:Lasiodora parahybana

A Caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana) deve seu nome à sua coloração peculiar e por ser originária da parte oriental do Nordeste Brasileiro, onde é endêmica. É uma espécie reconhecida como a segunda maior tarântula do mundo, depois apenas daAranha-golias-comedora-de-pássaros, que habita a floresta amazônica.

Características

De comportamento agressivo, não representa contudo muitos riscos para um homem adulto. Possui veneno relativamente fraco, incapaz de matar um homem adulto, e sua maior ameaça estaria nos pêlos urticantes que a envolvem, embora tenha picada dolorosa, em virtude do tamanho de suas longas quelíceras. Essa tarântula não é indicada para quem é iniciante na criação de aranhas (como hobby), por serem muito rápidas, grandes e poderem liberar seus pêlos sob uma situação de estresse.
As fêmeas vivem de 10 a 15 anos. Os machos correm o risco de morrer na cópula, porque a fêmea costuma comê-los após o acasalamento. Atingem maturidade sexual, por volta dos três ou quatro anos. Quando novas não são muito grandes mas chegam a medir até 25 cm de extensão. Podem comer baratas, gafanhotos, grilos, lagartixas, besouros, pequenos roedores e também tem comportamento canibalísticodentro de sua própria espécie.
Vivem em tocas rasteiras as quais são encontradas disponíveis ou são escavadas pelos próprios indivíduos e revestidos por uma fina camada de teia. Preferem ambientes úmidos com temperatura por volta dos 25 °C e umidade 70-80%.

Habitat

A Lisiodora parahybana foi originalmente descoberta e descrita em 1917 na região de Campina Grande, Estado da Paraíba, pelo zoólogoCândido Firmino de Melo Leitão.
Em 2004, pesquisadores do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Ouro Preto concluíram, após uma varredura no DNA de várias espécies de aracnídeos de grande porte, que, embora as toxinas do veneno da Lasiodora parahybana sejam muito similares às de outras caranguejeiras, é fato que ela se trate de uma espécie à parte, sendo endêmica do Nordeste brasileiro, de onde provém seu nome científico.[1][2]
Lasiodora parahybana


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Aracnídeos


Aracnídeos


Haeckel Arachnida.jpgOs aracnídeos (do latim científico: Arachnida) são uma classe do filo dos artrópodes que inclui, dentre outros, aranhas, carrapatos, ácaros,opiliões e escorpiões, compreendendo mais de 60.000 espécies. O nome desta classe tem origem na figura da mitologia grega Arachne, por que as aranhas foram os primeiros membros à pertencer a esta classe. Quase todas as espécies são animais terrestres.

Características


Os aracnídeos têm como características básicas: 4 pares de patas articuladas (1), um corpo dividido em cefalotórax (2) e abdomem (3).
Possuem quatro pares de patas inseridas no cefalotórax (prossoma), que é coberto por uma carapaça quitinosa, um par de apêndices modificado em quelícera que pode ser disposta de modo paraxial ou diaxial, um par de pedipalpos que variam em forma dependendo da ordem e com funções diferenciadas, sem antenas, abdome (opistossoma) sem divisão definida. Podem haver particularidades, como no caso das aranhas, com a presença de fiandeiras que são utilizadas para a produção de seda e os escorpiões com a presença do aguilhão no último segmento do abdome.

Classificação dos aracnídeos

Os aracnídeos são classificados em: araneídeos (aranhas), escorpionídeos (escorpiões) e acarinos (ácaros ecarrapatos).
Em algumas espécies os pedipalpos são estruturas presentes que servem para capturar as presas e noutras ainda como órgão da reprodução. Nos solpugídeos os pedipalpos são semelhantes às patas, fazendo parecer que têm cinco pares. As larvas dos ácaros têm apenas 6 patas - o último par só se forma na fase de ninfa.
Os aracnídeos não possuem antenas nem mandíbulas. Apresentam quelíceras ao redor da boca como estruturas envolvidas na manipulação do alimento. Possuem também ao redor da boca um par de pedipalpos, estruturas que podem ter diversas funções. As aranhas e os escorpiões são basicamente carnívoros. Muitos desses predadores possuem glândulas de veneno, que utilizam para paralisar sua presa.

Respiração

Os aracnídeos respiram por filotraquéias, também denominadas pulmões foliáceos, as quais possuem lamelas que aumentam a superfície de troca gasosa no indivíduo. Nas aranhas, além das filotraquéias existem as traquéias, embora em algumas espécies menores a respiração seja cutânea.

Nutrição

Os animais desta classe são geralmente carnívoras sendo todos predadores. Algumas espécies possuem glândulas inoculadoras de veneno com as quais podem matar ou imobilizar as suas presas que são capturadas e mortas com a ajuda dos pedipalpos e quelíceras. A digestão ocorre parcialmente fora do corpo ocorrendo através de enzimas que farão uma pré-digestão. O fluido alimentar é sugado por uma faringe bombeadora ou por um estômago bombeador, no caso das aranhas, sendo uma digestão lenta. É o veneno que paralisa e faz a pré-digestão dos tecidos, facilitando a digestão. A aranha possui uma glândula inoculadora de veneno para cada quelícera. Algumas espécies são parasitas.


Reprodução

Os aracnídeos são dióicos e reproduzem-se por fecundação interna, e produzem ovos, de onde saem indivíduos imaturos, mas semelhantes aos progenitores (sem metamorfoses). Os pedipalpos nas aranhas, podem ser modificados nos machos posssuindo bulbos se enchem de esperma funcionando como órgão copulador. Em algumas espécies de aracnídeos, por exemplo os escorpiões, também é utilizado o espermatóforo, que são “pacotes de espermatozóides”, sendo que o macho deve atrair a fêmea até o espermatóforo para que ocorra a fecundação. Nos escorpiões, a abertura genital fica ao lado dos pentes, podendo ter relação com a reprodução (percebe também estímulos sexuais); Na hora da reprodução mantêm uma certa distância por causa dos ferimentos que podem ser causados pelo aguilhão (imune ao próprio veneno); O macho do escorpião produz um espermatóforo (cápsula) e conduz a fêmea para que ela possa se fecundar (reprodução indireta); Nas aranhas, depois de nascidos, os fihotes se depositam sobre a fêmea; Pode-se ter casos de teia comunitária para os filhotes. Existem espécies de aranhas que, depois do acasalamento, o macho tem que dar de "presente" um inseto a fêmea ou será morto por ela. Após ganhar o presente a aranha fêmea enrola o inseto nas teias e o macho foge.

noculadores de veneno

  • Escorpião - através do aguilhão;
  • Aranha - através das quelíceras;
  • Pseudo-escorpião - através dos pedipalpos;
Obs : A grande maioria das aranhas não apresenta importância médica, sendo que no Brasil são apenas três que oferecem perigo, a aranha-marrom (Loxosceles), a armadeira (Phoneutria) e a viúva-negra (Latrodectus)..

Anatomia Funcional

  • O pulmão foliáceo é uma abertura ventral para onde o ar entra e levam o oxigênio para a corrente sanguínea que vai oxigenar todo o sangue. Os pulmões não são utilizados por todos os aracnídeos;
  • As aranhas possuem tanto traquéias quanto pulmões;
  • O sistema traqueal, a abertura é chamada espiráculo leva o oxigênio diretamente para todos os tecidos;
  • Animais que respiram por traquéias não apresentam pigmentos sanguíneos, pois não é o sangue que transporta o oxigênio.
  • Coração tubular dorsal continuando anteriormente e posteriormente por uma aorta, no coração há a presença de óstios:
    • Aranhas: 3 pares de óstios.
    • Escorpiões: 7 pares de óstios.
  • Os aracnídeos possuem glândulas coxais na base das patas que faz comunicação com o exterior eliminando as excretas;
  • Os aracnídeos perdem pouca água na forma de excreta;
  • Todos os líquidos que banham o Túbulo de Malpighi são filtrados entre o intestino médio e o intestino posterior, as excretas são eliminadas juntas com as fezes pelo ânus;
  • Alguns possuem tanto Túbulos de Malpighi quanto Glândulas Coxais;
  • Intestino - é arborescente, para ter uma maior área de absorção;
  • O intestino médio aumenta a produção de enzimas e a região de absorção;
  • Principal resíduo nitrogenado é a guanina;
  • TRICOBÓTRIOS - são pêlos sensoriais que percebem a vibração de corrente de ar;
  • Órgãos em Fenda - espalhados por todo o corpo principalmente nos apêndices e percebem a tensão no esqueleto, e também detecta as informações sonoras;
  • PENTE - presente somente em escorpiões, com função de perceber vibrações no substrato (reprodução);
  • O orifício genital de ambos os sexos está localizado na região ventral do segundo segmento abdominal. Muitos têm transmissão indireta de espermatozóides através de um (1) espermatóforo;
  • Podem ser ovíparos ou vivíparos;
  • Pode ter cuidado parental, ou seja, pais cuidando "atenciosamente" dos filhotes.
  • A diferenciação do sexo das aranhas segue pela extremidade dos palpos sendo que é diferente nos machos, com o apêndice usado para transmitir espermatozóides para a fêmea;

Classificação


Conhecida por sua má-fama, a Viúva-Negra pode ser mortal por causa de seu veneno





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