Camaleões minúsculos
Espécies menores do mundo são encontradas em Madagascar; veja fotos
A espécie Brookesia desperata tem este nome porque ela foi encontrada em uma região da ilha muito povoada por humanos. A floresta do local foi quase totalmente destruída, e por isso, estes pequenos camaleões estão 'desesperados' para continuar vivendo
A espécie Brookesia desperata tem este nome porque ela foi encontrada em uma região da ilha muito povoada por humanos. A floresta do local foi quase totalmente destruída, e por isso, estes pequenos camaleões estão 'desesperados' para continuar vivendo
O macho da espécie Brookesia confidens; eles foram encontrados em uma região de mata preservada da ilha de Madagascar
Fêmea da espécie Brookesia confidens. O nome científico vem da palavra confidens, que em português pode ser traduzido para confiante. Isso quer dizer que o camaleão vive em uma área em que a floresta ainda não foi devastada, e podemos confiar que a espécie ainda vai existir por muito tempo
As patinhas do Brookesia micra jovem cabem na ponta de um palito de fósforo. Que pitico!
Pesquisadores da Alemanha encontraram as menores espécies de camaleões do mundo. Eles vivem na ilha de Madagascar (já conhecida por habitar espécies de bichos bem diferentes) e têm, no máximo, sete centímetros! Pegue já a sua régua da escola para você ter uma ideia do tamanho minúsculo destes répteis.
O menor de todos só chega a medir dois centímetros de comprimento, e um camaleão jovem é menor do que a unha do dedo indicador de um adulto.
Apesar de pequenos, eles conservam a característica mais incrível dos camaleões 'normais': têm a capacidade de mudar a cor da pele!
Nanicos da ilha
Eles são pequenos assim porque estão completamente isolados na ilha de Madagascar, que fica na África. Devido ao isolamento, os bichos podem não encontrar comida suficiente para todo mundo da mesma espécie.
Além disso, pode faltar predadores. Ao longo de milhares de anos, o tamanho dos bichos vai diminuindo naturalmente. Cientistas dão a este fenômeno o nome de nanismo insular.
Agulhas no palheiro
Encontrar estes bichinhos não foi fácil. Os pesquisadores da Coleção Zoológica Estatal de Munique fizeram uma busca cuidadosa durante as noites na floresta fechada, com ajuda de lanternas.
Isso porque eles não são vistos com frequência durante o dia, já que costumam passar as horas de sol debaixo de folhas e dentro de cascas de árvores.
De hábitos noturnos, os camaleões saem para caçar insetinhos (o alimento deles). Foi a deixa para cientistas os descobrirem!
No fim, quatro espécies muito parecidas entre si foram encontradas em diversas regiões da ilha. Por causa do desmatamento da floresta, algumas delas já correm risco de serem extintas.
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